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Polícia Civil

Operação Desmanche recolhe mais de 7 mil toneladas em veículos e peças desde 2016

Destruição da sucata ocorreu em Sapucaia do Sul

06/11/2019 19h24Atualizado há 7 dias
Por: Fabrício Vieira
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Houve a trituração da sucata para posterior fundição no forno que faz parte do processo de produção de aço
Houve a trituração da sucata para posterior fundição no forno que faz parte do processo de produção de aço

Mais de 7 mil toneladas em veículos, carcaças, latarias, autopeças e componentes automotivos, foram recolhidas ao longo das 88 edições da Operação Desmanche desde fevereiro de 2016. Naquele ano foi criada a força-tarefa liderada pela Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP) e Departamento Estadual de Trânsito (Detran/RS). Parte do material apreendido até outubro passado, durante as ações que já interditaram 132 estabelecimentos e prenderam mais de 70 pessoas em 50 municípios, foi destruído na manhã desta quarta na Siderúrgica Gerdau, em Sapucaia do Sul.

Houve a trituração da sucata para posterior fundição no forno que faz parte do processo de produção de aço. As mais de 7 mil toneladas de sucata foram adquiridas pela Gerdau por R$ 885 mil. O valor foi dividido entre o Fundo Especial da Segurança Pública e o próprio Detran/RS. O ato foi acompanhado das autoridades e da imprensa. Houve uma homenagem aos participantes e parceiros da força-tarefa.

 

O diretor do Departamento de Inteligência de Segurança Pública da SSP, delegado Emerson Wendt, avaliou que a Operação Desmanche, pioneira no país, contribuiu na queda dos indicadores de roubos e furtos de veículos ao “atingir em cheio” a receptação das peças ou dos próprios veículos roubados ou furtados. “Cerca de 6 mil carros deixaram de ser roubados ou furtados no Rio Grande do Sul na comparação entre 2019 com 2018”, frisou. Citou ainda a integração de todos os órgãos na força-tarefa. “Não existe protagonismo, mas cada instituição fazendo o seu trabalho. A interlocução com os municípios também tem sido bastante efetiva”, acrescentou. Ele constatou que, além de Porto Alegre e Região Metropolitana, o combate à comercialização de veículos e peças irregulares também ocorre no Interior, cuja “demanda está muito maior”.

O delegado Emerson Wendt adiantou que um dos próximos passos da força-tarefa da Operação Desmanche é em relação aos veículos com mais de 30 anos. “Temos de criar uma regra, um procedimento.... Vamos apresentar uma proposta para verificar isso. Em um ferro-velho irregular, com peças ou veículos antigos, temos que saber o que fazer para não deixar de atuar...”, explicou. “Tem que evoluir nesse sentido”, disse.

Além do fechamento dos 132 estabelecimentos, o diretor do Departamento de Inteligência de Segurança Pública da SSP revelou ainda que “estamos chegando perto dos R$ 2 milhões” em multas e arrecadações decorrentes das ações da força tarefa. “O Detran/RS tem um papel extremamente importante assim como a área de inteligência da SSP”, enfatizou, ressaltando ainda a atuação da Polícia Civil e da Brigada Militar, entre outros.

Representando o governador Eduardo Leite, o diretor geral do Detran/RS, Enio Bacci, lembrou que o cidadão também a sua responsabilidade na questão do roubo ou furtos de veículos. “Se não existir receptador e comprador de peças ilegais, vai diminuir as ocorrências. O desmanche que não é autorizado vende peças que não estão devidamente legalizadas. O cidadão tem que ir em um desmanche credenciado. Ele tem que colaborar. Comprar uma peça de origem duvidosa é alimentar o crime”, declarou. “Aí sim ele terá certeza que a peça estará vindo de um veículo acidentado, mas que não foi furtado e nem roubado”, salientou. “Se não há receptação, não há consumo.

O ladrão só vai roubar um carro se ele tiver para um desmanche para comprar dele e vender em peças”, reafirmou. “Temos de reduzir a procura”, sintetizou. Lembrando que “toda a peça, sucata ou veículo precisa ter uma procedência legal”, Enio Bacci considerou que o desmanche ilegal é um caso de polícia, mas o credenciado “precisa de um monitoramento e fiscalização pois também pode ser um receptador”. Existem atualmente 394 centros de desmanches de veículos, cuja sigla é CDV, em 127 municípios, sendo que outros 124 estabelecimentos estão em processo de regularização.

De acordo com a SSP e Detran/RS, em 2015, antes da Operação Desmanche, o RS registrou 38,6 mil furtos e roubos de veículos. Em 2016, com a implantação da força-tarefa, ocorreu uma queda de 4%, com 37,1 mil, veículos furtados e roubados. Já em 2017, a diminuição foi de 6%, passando para 34,8 mil veículos levados pela criminalidade.

Em 2018, a redução foi de 12% com 30,5 mil ocorrências. No acumulado dos três primeiros anos de Operação Desmanche, os índices caíram em torno de 21%. Em Porto Alegre, onde aconteceram as primeiras ações, o ano de 2015 registrou 13,6 mil furtos e roubos de veículos. Em 2016, a retração foi de 14% com 11,7 mil casos. Em 2017, a diminuição foi de 2% com 11,5 mil ocorrências. Em 2018, a queda ficou em 3% com 11,1 mil furtos e roubos de veículos. Segundo a SSP e Detran/RS, a queda somou 18% no acumulado do período na Capital.  

Por sua vez, nos 50 municípios que já receberam a Operação Desmanche, os indicadores de furto e roubo de veículos exibem constante diminuição também dos casos, sendo que 23% de redução na comparação entre 2019 com 2018.

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