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Nelson Marchezan admite chance de se candidatar à reeleição no próximo ano

O prefeito de Porto Alegre classifica CPI que investiga sua gestão na Câmara como “eleitoreira” e garante não temer resultados dos encontros

10/10/2019 10h46Atualizado há 1 semana
Por: Fabrício Vieira
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<archezan ainda quer implementar mudanças na educação e diz que CPI é eleitoreira.

O prefeito Nelson Marchezan Júnior, que se encaminha para o fim de seu terceiro ano à frente do Poder Público em Porto Alegre, ainda pensa em mudanças a serem implementadas na cidade ao longo do governo. A principal delas é a solução do impasse provocado pelo fim do Instituto Municipal de Estratégia da Saúde da Família (Imesf), que foi considerado inconstitucional pelo STF.

Os servidores do Imesf planejam uma paralisação dos serviços para a quarta-feira, quando vão pedir, mais uma vez, a elaboração de um plano que evite a demissão dos mais de 1800 servidores vinculados ao órgão. O tucano classifica a greve como “desnecessária”, e reitera que o tom da decisão tomada em Brasília dá conta de que a dissolução da entidade é irreversível.

“Há uma decisão do STF”, argumenta o prefeito. “Por mais que a gente tenha a oportunidade de recorrer, qualquer pessoa que olhar as decisões até agora, o conteúdo histórico de jurisprudência, percebe que essa é uma decisão que vai permanecer, que não há chances de mudar”.

O político comentou, em entrevista ao programa RS Acontece, da TV Bandeirantes, a respeito da CPI que investiga a sua gestão na Câmara de Vereadores da Capital Gaúcha. As reuniões da comissão tiveram início na semana passada, e devem acontecer, ao longo dos próximos 120 dias, com foco em quatro pontos de um pedido de impeachment contra o gestor, protocolado na Casa em setembro.

Marchezan classifica a mobilização como “eleitoreira”, e critica o fato do parlamento porto-alegrense dedicar tanto tempo às investigações. De acordo com o prefeito de Porto Alegre, que ressalta não ter medo das consequências provocadas pela abertura da CPI, o tempo dos vereadores seria melhor utilizado na apreciação de projetos em plenário.

“Estamos no ano pré-eleitoral, é a única justificativa para a gente ter uma CPI com pautas tão antigas, tão ultrapassadas, já investigadas pelo Ministério Público e pelo Tribunal de Contas”, comenta o prefeito. “A minoria necessária para que isso ocorresse se juntou por questões eleitorais e a CPI vai acontecer”.

Nelson Marchezan Júnior admitiu, pela primeira vez, a possibilidade de se candidatar à reeleição ao cargo, no pleito que acontece em outubro do ano que vem. De acordo com o PSDBista, alguns fatos que surgiram durante o seu mandato, como a dificuldade na aprovação de reformas durante os primeiros anos de governo, fazem com que seja “bastante provável” a tentativa de se manter no poder.

Além da questão do Imesf, a Prefeitura da Capital Gaúcha pretende implementar, ao longo dos próximos meses, uma série de mudanças na educação municipal. Dentre elas, a forma com que são eleitos os diretores das escolas, que podem passar a ter mandato de três anos, passível de uma avaliação periódica por parte dos Conselhos de Pais e Mestres.

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