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Ex-bancário Ricardo Neis é considerado foragido e procurado pela Polícia

Defesa informou que desconhece o paradeiro do cliente e que única forma de contato é através de e-mail

07/10/2019 20h04Atualizado há 2 semanas
Por: Fabrício Vieira
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Ricardo Neis está foragido
Ricardo Neis está foragido

O ex-bancário Ricardo Neis, responsável por atropelar ciclistas na Cidade Baixa, em Porto Alegre, no ano de 2011, é considerado foragido. Conforme o subchefe de Polícia, delegado Fabio Motta Lopes, agentes estiveram na residência de Neis para cumprir o mandado de prisão expedido na última semana, mas não conseguiram encontrar o acusado.

“Ele não está mais no domicílio oficial dele. Neste momento ele é considerado foragido, sim. Há um mandado de prisão expedido contra ele, ele não foi localizado no endereço fornecido e não se apresentou à Polícia. Então, a gente está a procura dele no cumprimento de novas diligências para ver se a gente consegue localizá-lo o quanto antes”, disse Lopes.

Para a defesa de Neis, no entanto, a informação de que o ex-bancário está foragido é equivocada. “Foragido é aquele que é capturado e foge. Ele está com mandado de prisão expedido e está na rua. Mas ele nunca foi capturado, ele nunca fugiu”, disse o advogado Manoel Castanheira. Ele informou que não sabe os próximos passos de Neis porque não respondeu a um e-mail – única forma de comunicação entre os dois. O advogado disse que desconhece o paradeiro do cliente por não ter tido contato com ele após a decisão da justiça de executar a pena de forma provisória.

Pena

Condenado pelo Tribunal do Júri em 2016, Neis deve cumprir 12 anos de prisão em regime fechado por 11 tentativas de homicídio e cinco crimes de lesão corporal por conta do atropelamento coletivo a integrantes do grupo Massa Crítica, ocorrido na rua José do Patrocínio. O Ministério Público solicitou a execução provisória da pena, mas a 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça gaúcho negou o pedido.

Além da pena, Ricardo Neis teve suspensa a habilitação para dirigir desde 23 de março de 2011, quando teve a denúncia apresentada pela Promotoria do Júri. No entanto, em agosto deste ano, o ex-bancário foi flagrado dirigindo na BR 101, na altura de Osório. O caso reforçou a tese do MP sobre a necessidade de execução imediata da pena.

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