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Polícia Municipal

Guarda Municipal de Porto Alegre recebe treinamento de utilização de novos calibres

Publicação de decreto amplia de dois para 52 o número de calibres permitidos

13/09/2019 06h57
Por: Fabrício Vieira
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Anteriormente, legislação municipal limitava o uso apenas dos calibres .38 e .380
Anteriormente, legislação municipal limitava o uso apenas dos calibres .38 e .380

Oito dias depois da publicação do decreto que amplia de dois para 52 o número de calibres permitidos para uso pela Guarda Municipal de Porto Alegre, agentes passaram por curso no Centro de Treinamento de Técnicas e Táticas Especiais (CTTE), ontem, no Belém Novo. Na cartilha, a utilização da espingarda calibre 12, armamento frequente no cotidiano da Brigada Militar. Anteriormente, a legislação municipal limitava o uso apenas dos calibres .38 e .380. Arma leve, mas com imponência, a calibre 12 Chumbo 3T possui 24 polegadas e é indicada para situações nas quais a confiabilidade e a qualidade sejam fundamentais para intimidar o oponente.

“Recebemos uma boa quantidade de armamentos. É uma espingarda de repetição com capacidade para oito tiros, ideal para combate de até 20 metros. Tem muita precisão, não é aquela conhecida como ‘espalha chumbo’”, explica o secretário municipal de Segurança, Rafão Oliveira, que preferiu não precisar o número de armas disponíveis. Segundo ele, este tipo de arma será utilizado em barreiras policiais e situações mais conflituosas. “Quando visualizarmos um caso em área hostil, que tenha envolvimento com facções criminosas, por exemplo. Invasões de escolas e postos de saúde também podem requerer um aramento mais pesado”. Convênio com o CTTE, o curso durou o dia todo, com aulas teóricas pela manhã e práticas durante a tarde. Foi direcionado aos instrutores da GM que terão a incumbência de repassar as informações apenas aos agentes integrantes da Ronda Ostensiva Municipal. Criado há dois anos, a Romu participa de abordagens, operações integradas de segurança e de fiscalização com outros órgãos do município, Estado e governo federal.

Atualmente, 60 guardas fazem parte da equipe operacional da Romu. “Eles aprenderão, em um curso de 10 horas de duração, todas as especificidades do armamento, desde o funcionamento até a manutenção. Se não forem aprovados, novas aulas virão”, garante o secretário, que não adiantou a partir de que data começam as operações da Romu com as espingardas. De acordo com a Prefeitura, ao todo, 222 dos 413 agentes na ativa têm habilitação para manusear armas de fogo.

O instrutor-chefe e fundador do CTTE, Marcos Vinicius Souza, explica que, com exceção da Polícia Federal, todos os órgãos de segurança do Estado já receberam aulas no Centro. “Inclusive, recebemos servidores de outros estados. Recentemente, dois delegados do Pará viajaram para cá só para o curso”. Todos os instrutores têm mais de 30 anos de experiência com segurança. Ex-policial militar, Souza acredita que a Guarda Municipal precisam ter conhecimento sobre armas de calibre 12 e de outros. “É a mesma matéria policial. Eles lidam com o todo tipo de pessoas, desde trabalhadores até bandidos. Vão precisar gerenciar crises e, por consequência, fazer uso progressivo da força”, observa.

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