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FEMINICÍDIO

Polícia prende homem que cometeu feminicídio e ateou fogo na própria casa em Canoas

Vítima foi esfaqueada pelo marido, que ainda cortou a mangueira do gás para colocar fogo na residência

10/11/2019 20h19
Por: Fabrício Vieira
Fonte: Correio do Povo
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A Brigada Militar e a Polícia Civil prenderam o autor de um feminicídio ocorrido por volta do meio-dia de sábado em Canoas. O crime ocorreu na residência de um casal na rua Eucaliptos, quadra K, setor 5, no bairro Guajuviras em Canoas. A vítima, identificada como Vera Lucia Luciano, 51 anos, foi esfaqueada pelo marido, de 53 anos, que não satisfeito ainda ateou fogo depois na casa após cortar a mangueira do gás de cozinha.

Ele acabou ferido pelo fogo e fugiu do local. Policiais militares do 15º BPM foram acionados. Agentes da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de Canoas (DEAM) de Canoas também compareceram no local e começaram as investigações. Já o efetivo do 8º Batalhão de Bombeiros Militar combateu as chamas no imóvel que ficou destruído.

Na noite de sábado, o paradeiro do autor do crime foi descoberto. Ele foi preso na casa de seus pais no bairro Santa Teresa, em São Leopoldo. O acusado encontrava-se sentado perto de uma árvore, ao lado da moradia, e portava uma sacola com a camisa suja do sangue da esposa, além de um celular e uma carteira contendo R$ 425,00 em dinheiro. Ele não reagiu à prisão.

A titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de Canoas (DEAM) de Canoas, delegada Clarissa Demartini, destacou o grau de violência empregado pelo agressor. “Foram muitos os ferimentos que o acusado imprimiu no corpo da vítima, a qual não teve nenhuma chance de defesa. Ao lado de seu corpo estava o botijão de gás em chamas, em mais um sinal de crueldade e desprezo pela mulher. O objeto foi retirado e apagado pelos bombeiros”, relatou.

“O agressor foi liberado do sistema penitenciário, dois dias antes do crime. Ele estava preso em razão de uma tripla tentativa de homicídio praticado contra uma família em novembro de 2018, executada, também, com o uso de faca”, acrescentou.

Segundo a delegada Clarissa Demartini, os familiares e vizinhos da vítima estavam muito revoltados com o feminicídio. “O fato de ele estar em liberdade pouco menos de um ano depois de tentar matar toda uma família já era motivo suficiente para deixá-los em alerta, o crime assustou-os mais ainda. A prisão era o único meio de devolver paz à família”, avaliou.

O diretor da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana, delegado Mário Souza, declarou que “o enfrentamento à violência contra a mulher é uma das prioridades da atual gestão”. Ele fez ainda um alerta.

“Infelizmente a vítima desse crime bárbaro não tinha nenhum registro contra o agressor, embora os irmãos dele, em depoimento, tenham afirmado que ele a agredia fisicamente e a ameaçava de morte constantemente”, revelou. “O meio mais eficaz de se proteger e conseguir se livrar do ciclo de violência é por meio do registro de ocorrência e solicitação de medida protetiva de urgência. As mulheres devem denunciar”, concluiu.

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