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MP do RS denuncia ex-presidente do Sport Club Internacional e outras 13 pessoas por desvio de dinheiro

Entre os denunciados estão ex-dirigentes e empresários. Eles vão responder por crimes como organização criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro

06/11/2019 14h52
Por: Fabrício Vieira
Fonte: G1 RS
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O Ministério Público do Rio de Grande do Sul denunciou, na terça-feira (5), o ex-presidente do Internacional e outras 13 pessoas, entre ex-dirigentes e empresários, por crimes como organização criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro. Após dois anos de investigações, o MP concluiu o processo que apurou irregularidades no Internacional durante a gestão do ex-presidente Vitorio Piffero, entre os anos de 2015 e 2016.

O anúncio foi feito na manhã desta quarta (6), em entrevista coletiva na sede do MP. A operação, batizada de "Rebote", foi dividida em várias partes. Nesse primeiro momento, foram denunciadas apenas as pessoas ligadas aos núcleos de finanças e patrimônio e futebol do clube.

 

Segundo os promotores, as investigações apontam desvios superiores a R$ 13 milhões no clube no período em benefício dos denunciados. Além do ex-presidente, foram denunciados outros três ex-dirigentes da gestão: Pedro Affatato (ex-vice de Finanças), Emídio Ferreira (ex-vice de Patrimônio) e Carlos Pellegrini (ex-vice de Futebol).

As suspeitas de irregularidades no Inter se tornaram públicas em 2017, após um relatório de uma auditoria contratada pelo clube apontar indícios de irregularidades nas contas, como pagamentos por obras que nunca foram realizadas.

Em dezembro do ano passado, o MP cumpriu mandados de busca e apreensão nas casas e outros endereços dos envolvidos. Em março de 2018, a RBS TV mostrou suspeitas de irregularidades nas contas da antiga gestão do clube.

 

 

O quem dizem os denunciados

 

 

  • Vitorio Piffero, ex-presidente do Inter

 

Nei Breitman, advogado de Vitorio Piffero, diz que o ex-presidente não tinha conhecimento dos fatos que teriam ocorrido e que não há nada objetivo que comprove envolvimento dele.

 

  • Pedro Affatato, ex-vice de Finanças do Inter

 

Andrei Zenkner Schmidt, advogado do Pedro Affatato, diz que a defesa não teve acesso à denúncia e só vai se manifestar nos autos do processo.

 

  • Emídio Ferreira, ex-vice de Patrimônio do Inter

 

Não atendeu as ligações e e não respondeu as mensagens da reportagem.

 

Segundo os promotores, as investigações apontam desvios superiores a R$ 13 milhões no clube no período em benefício dos denunciados. Além do ex-presidente, foram denunciados outros três ex-dirigentes da gestão: Pedro Affatato (ex-vice de Finanças), Emídio Ferreira (ex-vice de Patrimônio) e Carlos Pellegrini (ex-vice de Futebol).

As suspeitas de irregularidades no Inter se tornaram públicas em 2017, após um relatório de uma auditoria contratada pelo clube apontar indícios de irregularidades nas contas, como pagamentos por obras que nunca foram realizadas.

Em dezembro do ano passado, o MP cumpriu mandados de busca e apreensão nas casas e outros endereços dos envolvidos. Em março de 2018, a RBS TV mostrou suspeitas de irregularidades nas contas da antiga gestão do clube.

 

O quem dizem os denunciados

 

 

  • Vitorio Piffero, ex-presidente do Inter

 

Nei Breitman, advogado de Vitorio Piffero, diz que o ex-presidente não tinha conhecimento dos fatos que teriam ocorrido e que não há nada objetivo que comprove envolvimento dele.

 

  • Pedro Affatato, ex-vice de Finanças do Inter

 

Andrei Zenkner Schmidt, advogado do Pedro Affatato, diz que a defesa não teve acesso à denúncia e só vai se manifestar nos autos do processo.

 

  • Emídio Ferreira, ex-vice de Patrimônio do Inter

 

Não atendeu as ligações e e não respondeu as mensagens da reportagem.

 

Simultaneamente, para induzir em erro os funcionários da tesouraria, além de simular a existência de serviços relacionados à construção civil que, na realidade, não foram prestados, Affatato e os demais denunciados inseriram informações e dados falsos nas notas fiscais. Teriam sido descritos serviços relacionados à construção civil que, na realidade, não ocorreram e que as empresas contratadas sequer tinham condições de prestar.

Os trabalhos foram avalizados como efetivados pelos denunciados Emídio Marques Ferreira e Carlos Eduardo Marques, vinculados à vice-presidência de Patrimônio. As notas fraudadas foram apresentadas por Affatato na prestação de contas para a tesouraria do clube que, induzida ao erro, validou os valores sacados.

De acordo com o MP, entre fevereiro e dezembro de 2016, para evitar suspeitas, Vitorio Piffero determinou que os pagamentos e saques destinados aos supostos serviços de construção civil não ocorressem mais sob a forma de adiantamentos, mas somente mediante a apresentação das respectivas notas fiscais e no valor exato delas.

Então, em outras 55 oportunidades, Affatato determinou o pagamento pela tesouraria do montante de aproximadamente R$ 550 mil, com a apresentação das notas fiscais, além de outros R$ 2,6 milhões, repassados pelo Internacional para as empresas. Segundo o MP, as notas fiscais emitidas foram mais uma vez fraudadas.

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