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POA Jazz Festival

Poa Jazz Festival movimenta a Capital no próximo final de semana

Grupos como a saudosa Raiz de Pedra, estará na 5ª edição do evento

05/11/2019 16h18Atualizado há 2 semanas
Por: Fabrício Vieira
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Quinta edição, o Poa Jazz Festival
Quinta edição, o Poa Jazz Festival
Chegando à quinta edição, o Poa Jazz Festival está consolidado como uma atração bastante aguardada no calendário cultural da Capital. O Centro de Eventos do BarraShoppingSul (Diário de Notícias, 300)terá duas noites de música, na sexta-feira e no sábado, com apresentações que se iniciam às 20h. Também estão previstas várias atividades paralelas, que começam amanhã e vão até a próxima segunda-feira.
Ingressos para os shows podem ser adquiridos no site Uhuu e na Loja Aramis do BarraShoppingSul. A entrada por noite sai R$ 90,00, enquanto o passaporte para os dois dias fica por R$ 140,00 - ambas as modalidades têm opções de meia-entrada.

Na sexta-feira, os espetáculos começam com Cristian Sperandir Grupo, prestando tributo a Geraldo Flach, considerado um dos maiores músicos gaúchos de todos os tempos. Na sequência, o Jasper Blom Quartet traz uma visão holandesa sobre o jazz, abrindo caminho para a música instrumental dos paulistanos do Silimbrina. Fechando as atividades do primeiro dia, o histórico reencontro do
grupo Raiz de Pedra, que marcou a cena jazz e fusion gaúcha e brasileira nos anos 1980. "Desde 2018 venho tentando convencê-los a se reunirem, e agora deu certo", comemora Carlos Badia, um dos curadores do Poa Jazz. A dificuldade maior é a logística, já que alguns dos músicos residem, hoje, na Alemanha - uma barreira finalmente superada.
A noite de sábado começa com o Sexteto Gaúcho, seguido de uma das "provocações", como descreve Badia: o Rafuagi Jazz Combo, projeto que insere o hip-hop no coração do jazz moderno. Sobem ao palco, logo depois, a cantora francesa Cyrille Aimée, famosa pela técnica única de improvisação vocal, e a banda Davina & The Vagabonds. Artistas que, sem abrir mão da ousadia, produzem sonoridades com alto potencial de agradar os não iniciados no universo do jazz.

"Nosso espírito é convidar as pessoas para o jazz, torná-lo acessível e tirar esse estigma de ser uma música de elite. Sempre acontece de algumas pessoas, em especial as mais jovens, assistirem os shows e dizerem 'isso é jazz? Então eu gosto de jazz!'", diverte-se. "O jazz, por ser uma música de liberdade, pode se aproximar dos mais diversos estilos, em uma simbiose muito interessante."
Um dos destaques da agenda paralela é a estreia na Capital do documentário Zuza Homem de Jazz, que será exibido no StudioClio (José do Patrocínio, 698) na quinta-feira, às 19h. O longa reconstitui a trajetória do jornalista e crítico Zuza Homem de Mello e, a partir dela, pontua a importância do jazz nos desdobramentos da música popular brasileira. Os ingressos, com venda antecipada pelo site Sympla, custam R$ 40,00, com opções de meia-entrada.
O Poa Jazz também promove palestras e debates, que serão realizados no Centro Cultural da Ufrgs (Eng. Luiz Englert, 333). Entre elas está a atividade com a compositora, guitarrista e produtora cultural Ivanna Tolotti apresentando o case do Tum Sound Festival, bem-sucedido evento musical de Santa Catarina que virá para o Rio Grande do Sul no ano que vem. A palestra acontece amanhã, às 19h. Estão previstos também um debate com Rafa Rafuagi (quinta-feira, às 19h) e mesas de discussão sobre jornalismo cultural (9 de novembro, às 15h) e políticas culturais (11 de novembro, às 19h). Todos têm entrada franca. Haverá, ainda, oferta de masterclasses gratuitas para músicos e uma exposição do Atelier Errante, incluindo live painting.

Manter uma agenda dessas é um grande desafio em um momento de dificuldades econômicas e desvalorização da cultura em diferentes níveis. As dificuldades de captação de patrocínio levaram a um encolhimento do festival, que terá apenas dois dias de shows, ao invés das três datas do ano passado. Na visão do curador, manter o Poa Jazz acontecendo é essencial também como forma de realçar a importância da cultura como atividade econômica.
"É muito importante dar visibilidade à cadeia produtiva da cultura como uma indústria geradora de emprego, desenvolvimento social e renda. Mesmo porque, infelizmente, muitas pessoas só entendem as coisas a partir desse aspecto", argumenta Badia. "Além da importância das manifestações culturais em si mesmas, é essencial a qualquer país ter uma indústria cultural forte, uma cadeia de profissionais, de empregos diretos e indiretos. Essa é uma das lutas que o festival tenta abraçar."
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