sheik
CARMENS TOPO
casa da linguiça
Magaldi
Política

'Não trabalho para pesquisas', rebate Marchezan após liderar rejeição entre porto-alegrenses

Nesta semana, Instituto Methodus revelou a intenção de votos da população para o Paço Municipal em 2020

12/10/2019 12h22Atualizado há 3 dias
Por: Fabrício Vieira
47
Marchezan evita 'antecipar debate sobre eleições'
Marchezan evita 'antecipar debate sobre eleições'

Na semana que marcou a divulgação da pesquisa referente ao cenário sobre as eleições de Porto Alegre para 2020, o prefeito Nelson Marchezan Jr (PSDB), comentou, nesta tarde, os números apresentados, mas foi enfático ao rebater os indicadores que o colocaram como candidato de maior rejeição entre os porto-alegrense, com 40%.

Hoje, durante entrevista ao Esfera Pública, Marchezan reafirmou que vêm tentando ao máximo não se antecipar com relação a campanha para reeleição, mas considerou que os números apresentados, a um ano do pleito na Capital, retratam de certa maneira o cenário político.

“É uma fotografia tirada por um determinado fotógrafo, que é a Methodus. Eu respeito, mas é importante dizer, que não trabalho para pesquisas, eu trabalho para fazer o tem que ser feito. Mas, se a gente for comparar com a outra pesquisa da Methodus, que eu aparecia com 85% na avaliação entre ruim e péssimo, estou melhorando, não é?”, respondeu.

Cauteloso, Marchezan considera que se trabalhos para reeleição começarem, agora, os interesses políticos poderão refletir em diversos setores como a Câmara Municipal e sindicatos, deixando a sociedade desassistida. Ele admite, porém que o PL entrou no governo, em setembro, mirando apoio às eleições de 2020.

“Os interesses eleitorais começam a ser muitos maiores que os públicos. Temos muitos projetos de lei para serem votados que são de interesse da cidade e de qualquer outro prefeito”, concluiu, destacando que partidos da própria base pretendem lançar candidatos próprios.

Novamente, o prefeito elevou o tom ao criticar a seccional gaúcha da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RS), que acionou a Justiça para tentar barrar o reajuste da planta de valores do IPTU. Para o chefe do Executivo, a movimentação jurídica visa, claramente, preparar terreno para que algum representante da OAB-RS dispute as eleições em 2020.

“Se a OAB quer beneficiar algum candidato a prefeito ou quer beneficiar algum escritório, para ter um pouquinho de mídia e ganhar mais clientes, é um problema da OAB. É um problema individual, de interesse privado e eleitoral. Não tem outra explicação, a OAB se meter nesta absurda tese”, considerou.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas.