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Política

Imesf: Marchezan classifica greve como “absolutamente ilegal” e promete contratações emergenciais

Entrevista do prefeito foi marcada por protesto de servidores na Rádio Guaíba

12/10/2019 12h15Atualizado há 3 dias
Por: Fabrício Vieira
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Prefeito Nelson Marchezan e grevistas
Prefeito Nelson Marchezan e grevistas

O prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Jr (PSDB), criticou, nesta tarde, a greve realizada pelos servidores do Instituto Municipal de Estratégia de Saúde da Família (Imesf), que resultou, hoje, no fechamento total de 17 unidades de saúde e deixou outras dez com funcionamento parcial na capital. A estimativa da Secretaria da Saúde é de que 86 mil pessoas tenham sido diretamente prejudicadas com o fechamento dos postos.

Para Marchezan, a greve dos servidores é “absolutamente ilegal e imotivada”. Além disso, ele condenou o cunho político da paralisação, que visa impactar nas próximas eleições ao Paço Municipal.

“Não houve nenhuma retirada de cláusula contratual ou diminuição de remuneração, nada. Não teve nenhum reflexo prático ainda na vida destas pessoas a decisão do STF. A população não tem nada a ver com a decisão do STF. Fechar o atendimento a população não vai mudar a decisão de extinção do Imesf no STF”, alertou.

O tucano também assegurou que nenhum pedido formal foi realizado pelos sindicatos para discutir com o Executivo a greve dos trabalhadores.

Em entrevista ao Esfera Pública, o prefeito Marchezan garantiu que manterá o atendimento básico a saúde por meio de novas contratações.

“A gente vai fazer uma contratação emergencial para não ficar sem atendimento básico e vamos fazer um chamamento e um edital para que possamos ter contratos definitivos na área de atenção básica. O nosso conceito é de contratualização de entidades filantrópicas”, destacou.

“Nós queremos levar o Moinhos de Vento, o Mãe de Deus, a Santa Casa e o Cardiologia para as vilas. A gente quer levar médico e atendimento de rico para os pobres, periferia e comunidades”, emenda Marchezan.

Enquanto o prefeito concedia entrevista no Estúdio Cristal da Rádio Guaíba, manifestantes lotavam a esquina da rua Caldas Júnior com a Andradas, em protesto contra o chefe do Executivo. Horas depois, os servidores do Imesf decidiram, em assembleia, encerrar a greve.

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