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Polícia Civil faz alerta sobre golpistas que extorquem comerciantes no centro de Porto Alegre

Nova fase da operação Toll consiste em descobrir agora identificar os “laranjas” da facção

12/09/2019 13h27
Por: Fabrício Vieira
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Facção cobrava inicialmente taxas para que ambulantes, profissionais do sexo, flanelinhas, assaltantes e vendedores informais exercessem as atividades na área central da cidade
Facção cobrava inicialmente taxas para que ambulantes, profissionais do sexo, flanelinhas, assaltantes e vendedores informais exercessem as atividades na área central da cidade

A Polícia Civil fez um alerta na manhã desta quinta sobre a ação de golpistas que, passando-se por integrantes da facção criminosa Bala Na Cara, estão tentando ganhar dinheiro dos comerciantes do Centro de Porto Alegre. O titular da 17ª DP, delegado Juliano Ferreira, orientou que todos os casos sejam registrados na delegacia para auxiliar na investigação dos oportunistas que fingem atuar no esquema de extorsão que vinha sendo realizado até então pela organização criminosa. “É golpe”, assegurou, indicando a que a operação Toll acabou com a prática extorsiva na sexta-feira passada. Na ocasião foram presos 16 criminosos durante o cumprimento de 76 ordens judiciais por cerca de 250 agentes, sendo 58 mandados de busca e apreensão e outros 18 mandados de prisão preventiva. A ação, sob forte aparato policial, ocorreu na rua Voluntários da Pátria, na Praça Rui Barbosa e na rua dos Andradas.  

Iniciada nesta semana, a nova fase da operação Toll consiste em descobrir agora identificar os “laranjas” da facção que atuariam infiltrados no comércio legal e ilegal através de lojas e salas comerciais, bem como os donos dos prédios abandonados e ocupados pelos criminosos. O delegado Juliano Ferreira já havia declarado que é preciso um “trabalho permanente e contínuo” para que as extorsões da facção não se repitam mais na área central da cidade.   

Relembre o caso

Inspirada na prática de atuação das milícias do Rio de Janeiro, a facção cobrava inicialmente taxas para que ambulantes, profissionais do sexo, flanelinhas, assaltantes e vendedores informais exercessem as atividades na área central da cidade. Depois começaram a extorquir os comerciantes devidamente legalizados com a mesma finalidade. Além disso, moradores de prédios residenciais também vinham sendo expulsos quando negavam-se a pagar o pedágio.

Os valores cobrados por semana variavam entre R$ 50,00 e R$ 400,00, sendo que o faturamento mensal girava de R$ 80 mil até R$ 100 mil. O dinheiro obtido com a extorsão era investido em armamentos e drogas.

Em maio deste ano, a guarita do vigia da Galeria Malcon, na rua dos Andradas, foi incendiada como represália pelas medidas de segurança adotadas então pela administração do condomínio para impedir que o grupo criminoso controlasse cada vez mais salas comerciais transformadas em pontos de tráfico de drogas.

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